terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Noturno




É de noite que em sussurros
desejo verbalizar tais sentimentos,
intensos quanto tempestades
e silenciosos quão própria pele de segredos.

É de noite que ao ouvir tua voz,
ouriço os anseios e saudades,
que como luva cobre o tato
angustiando a vontade dos toques.

É de noite, que enquanto sonho,
trepido o corpo em volúpias e gozo
de querer sentir teu perfume próprio
ao som das eternas correntes das águas.

Lúcio Vérnon