quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Miragem

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Miragem.

E teus olhos fitam, morena,
gotas que caem dançando
e tocam sua pele, acarinhando,
e brotam-lhes as flores.

E teus olhos miram, morena,
a lua cheia que dorme mais tarde,
e te deitas sobre a luz prata
enquanto sonhas, e brinda...

E meus olhos encontram, morena,
definição alguma, me conduz a teu colo, 
que me acelera o peito e que afagas,
enquanto tudo é simples, beijos e paz.

Lúcio Vérnon.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sonho

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sonho.

Rosas roxas e rosas,
pétalas à pele,
e suave perfume.
Rosas roxas, e rosas.

Caminhadas à lua e rio,
correntezas caudalosas
em beijos lascivos...
Lua, Caminhadas, e rio.

E palavras, escritas em versos
sentimentos, certezas e dúvidas.
E as vezes um abraço apaziguador
e versos escritos em palavras.

Lúcio Vérnon

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Guerra

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Guerra.

Meias palavras,
e retalhos e meias,
algumas árvores,
pessoas algumas,
trepidava a vela,
mesa trepidava.

Corriam depressa,
homens corriam
sangue lavrado;
batom cor sangue.
gemem em medo
de tanques que gemem.

Lúcio Vérnon -- Às famílias inocentes no meio da guerra 
"heróica" brasileira, contra o narco-tráfico. Será?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Indefinições

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Indefinições
As palavras somem do papel,
a caneta trepida, rabisca
desenhos quaisquer,
Poeta insone, cala-se...
Procura no dicionário
definições indefinidas
do que sente, próprio
peito nega a afirmação.
E caminha inquieto
pela casa solfejando,
músicas outrora cantadas,
e sente um toque leve...
Já os lábios enlaçam
inocuamente um beijo
que espalha-se
enquanto fecham-se os olhos.
O tempo passa pacientemente,
o corpo sente a falta do abraço...
E a boca emudece intumescida
do que o silêncio lhe trás.
Lúcio Vérnon

sábado, 6 de novembro de 2010

Beijo

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Beijo
Enquanto isso, tudo para,
respiram ofegantes,
fecham os olhos,
e sonham em segundos.
Enquanto isso, silêncio,
palavras não são precisas,
não tem força para descrever,
E não se precisa falar...
Enquanto isso, sorrisos,
abraços apertados,
coração acelerando,
e caminham nas nuvens.
Enquanto isso, arrepios,
Trepida o corpo,
sentem ambos os toques.
Enquanto isso, Beijam-se.
Lúcio Vérnon

domingo, 24 de outubro de 2010

Inocência

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Inocência.
E quando éramos criança...
A água corria mais forte,
não era rio, era mar...
O verbo não tinha que conjugar.
E quando tudo não era lembrança...
As flores cresciam sem corte,
Não era praça, era lar...
O Sonho não precisava sonhar.
E quando nem nos preocupávamos...
O tempo era indefinido,
Não era econtro, era surpresa....
E a cortezia passava a ser gentileza.
Lúcio Vérnon

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Silêncio

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Silêncio...

E ainda que não tenhas
que não vejas, não toques.
- Seria eu?
Ainda que seja noite,
ou que já repouses na cama.
- Não serei eu.

E ainda que desejes,
e que sonhes, e que chames.
- Seria eu?
E ainda que a beijes,
e alargue tuas costas num abraço.
- Não serei eu.

E quando o telefone tocar,
e quando um riso se parecer.
- Seria eu?
E quando ver as costas
caminhando sozinho a passos apertados.
- Não serei eu.

- Porque estive no presente já passado,
nos afagos bem quistos, e nos não correspondidos,
nos beijos que tiram o fôlego, e nos que enojaram,
e nos desejos apaixonados e nos puros da carne...

Lúcio Vérnon -- À Cristine



sábado, 21 de agosto de 2010

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Palavras à deriva...
É preciso a força de uma pena.
E o sopro de uma explosão...
Queria que assim não fosse,
e queria ter o tempo em mãos,
O caminho parece tranquilo ao lado,
e sorrisos mais felizes nos outros...
O passado mostra o presente,
já o futuro esconde as caras...
Talvez cavalgar fosse mais rápido
que o bater de asas inconstantes,
e calar-se seria mais educado...
- Mas a vontade é de gritar!
Lúcio Vérnon

domingo, 11 de julho de 2010

Eu poeta

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Eu poeta
As palavras se recusam a sair
e titumbeia o coração apertado.
Sim! Sinto-me fora do espaço,
eu poeta, não quero ser ou estar.
Palavras marcadas perdem sentido
e não vale a pena o pranto...
Sim! sinto-me sozinho,
eu poeta, não quero e te quero.
Lúcio Vérnon.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Negra

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Negra
E sentir teu sorriso,
embalar em teus braços,
e sonhar em teu colo,
- ai doce negra, ai!
Perfume de rosas,
cabelos de sedas.
boca de desejos...
- corpo de negra...
- ai doce negra, ai!
É noite ainda...
E teus toques arrepia,
E teu colo é a paz.
Lúcio Vérnon.

domingo, 13 de junho de 2010

Meditação

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Meditação.
vozes que cantam soturnas,
caminhos que seguem apagadas,
e no meio da estrada, uma rede...
Estrelas pairando tranquilidade.
Horas se passam aceleradas,
e saudades silenciam as vozes
que se tocam num sentimento
que saciam os mútuos desejos.
corpos entrelaçados no ar,
enquanto tudo é canção,
o mundo balança no rítmo
de um lento se tocar em sonhos.
Lúcio Vérnon

domingo, 6 de junho de 2010

Completa Falta

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Completa falta.
Todas as palavras foram ditas,
todas escritas, desejadas...
Palavras mudas, significativas,
das realidades não ocorridas...
Todos os anseios foram sentidos,
sentimentos nunca faltaram.
Anseios vertiginosos de saudades,
de aguardo aos afagos esperados.
Todos os toques foram tocados,
em abraços, beijos, ardores...
Toques interrompidos, proibidos,
negros e suaves quanto as noites.
Lúcio Vérnon.

terça-feira, 30 de março de 2010

Essências

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Essência

Peito que titubeia em prantos,
esquece o tempo que falta,
e parte para novos delírios
de saudade plena e inerte.

Chora lágrimas cristalinas
envolvendo toda a alma
num acalanto e num sonho
que busca algo intocável.

As mãos sentem o tempo
que escorre, e imploram
uma presença improvável,
e esperada desde primordios.

Lúcio Vérnon.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vontade

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Vontade.

Hoje acordei com vontade de te ouvir, Sem nenhum compromisso. Vontade apenas de sentir tuas palavras, Degustar o teu verbo...

Acordei com desejo de fitar teus olhos, Olhar em silêncio, falando tudo. Desejo apenas de ver o brilho De teus olhos castanhos.

Hoje acordei com vontade de correr, Sem nenhum compromisso. Correr para próximo de ti, Me deleitar com tua presença.

Lúcio Vernon.

domingo, 21 de março de 2010

Segredo

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Segredo.

O corpo ainda treme ao toque entorpecente. Os olhos pedem algo que a boca não atreve, Tem o mesmo medo que as mãos obedecem, Mas os pensamentos, mais soltos, imaginam...

E é segredo, mesmo que todos saibam... É segredo todo esse sentimento consciente, Que voam longe, pra tão perto sonho... - Psiu! Ainda é segredo não conte...

Arrepia ainda a pele à proximidade, O pescoço enrijece, a respiração ofega. Já até dá pra sentir o gosto do beijo Esperado, mas que ainda não vem...

E também é segredo a expectativa... Faz-se um silêncio ao se olharem, E rompem-se a timidez num abraço... - Psiu! Cale a boca também é segredo!

Lúcio Vernon.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Saudade

Saudade.
o coração entristece em saudades,
as mãos desejam tocar formas suntuosas
do corpo moreno e pele macia...
fecha os olhos e sonha de repente...
Os caminhos seguem entrelaçados...
A respiração ofega em suspiros,
no peito queima explode um desejo,
e as lágrimas imploram o reencontro.
Lúcio Vérnon.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Colo...

Colo...
Tudo se apazigua em seu colo,
seus olhos mostram o caminho, e o coração quase não suporta
tamanha felicidade de reecontrar-te.
Em seu colo pode-se ver tua face,
e todos os contornos de seus lábios...
É de tão irresistível beleza...
A boca palpita por outro beijo.
De teu colo pode-se sentir teu perfume,
pode sentir o teu corpo mais próximo,
O coração se atenta e titubeia com tão força
que o tempo pára em desejo...
Lúcio Vérnon.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

os quatro não sentidos

Os quatro não sentidos O gosto é cinza opaco, e arranha a garganta, resseca e corroe a voz. Amarga a boca o gosto cinza. A visão é turva, errante, a nébula cega e confunde, pode colorir ou retirar o brilho, os vultos não são o que parecem. os sons não são audíveis, são psicodélicos, calendoscópios de notas mau formadas. canções desperdiçadas e trépidas. O tato nada sente, nada vê. Em vertigem esqueceu o afago, os toques deixaram o arrepio, e nas mãos há saudades.
Lúcio Vérnon

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Uma Noite

Uma Noite
Sinto teu corpo suar,
desejo teu ardor e carinho,
lembro-me de teu cheiro,
ainda me arrepio com teus toques.
Quanto tempo dura uma história?
Quantos suspiros hei de lhe dar...?
Lembro-me ainda de teus beijos,
sinto ainda teu abraço suave.
Ai! como gostaria de tê-la
sem ter posse, sem ser dono...
Sentir tuas mãos em meu corpo...
Sentir teu gozo e nos prazermos.
Lúcio Vérnon ®

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ode à Morena

Ode à Morena
O tempo passa mais lento,
e as estrelas parecem foscas,
estás longe para descontentamento...
- Pensamentos viajam em lembranças!
Tudo parece parado em sua ausência,
como se esperasse para haver animação;
como se a vida fosse a perfeição de sua existência.
- Ai! Saudades do teu sorriso que alegra o coração.
Lúcio Vérnon