segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A Não Construção

A NÃO CONSTRUÇÃO. Corpos suados, transcendentes, volumosos. Gemidos, risos, amantes, desejo em realidade. Conversa. E nada como gostaria, apenas corpos, Mito criado da mais pura realidade de um homem. Chuva, calor, chamado, escritos, choros transparentes, Pensamentos, contínuos, esquecidos, relembrados... E tudo como deveria ter continuado, alargando a decisão. E qual decisão tem o poder de permanecer imutável? Choram os violões novamente, Choram as vozes que cantam. Paralelas que se cruzam sem parar, caminhos parecidos... Não há sentido em um peregrino se este não resolve caminhar, Mas qual sentido caminhar sem saber aonde ir ou onde parar? Corpos suados, e mais um sofá que se lembrará ao eterno. E mais uma xícara de café para o poeta que só escreve... Mais uma noite desacordada num sonho penetrante e real. Gemidos, risos, e músicas, e uma só varanda, céu nublado novamente.
Lúcio vérnon®