domingo, 27 de março de 2011

Rosa Escarlate



Rosa Escarlate

E perdendo a cor
desaparece no ar,
como recordações
de algo intocável...

- Arde em chamas
um símbolo de rosa
cercada em meu peito
por espinhos metálicos...

Quão distante está o desejo?
mais uma noite cai, lua alta.
Sigo as pegadas de meu caminho,
me desfaço em teu sentido.

- Abrasa-se meus olhos
enquanto rejeito o passado,
de qual espada de dois fios
amputa o próprio senhor.

E esquecendo-se do tom,
notas estridentes ecoam
perturbadoramente sonhos
ausentes de tua presença.

- Queimo-me o corpo
enquanto das cinzas
nada renasce, uma vela
trepida enquanto me fecho.

Lúcio Vérnon