quarta-feira, 9 de abril de 2014

Volúpia




E é por medo do som,
que em silêncio,
olhos escorregam a pele
de macia pétala,

junto as mãos sorrateiras
que penetram espaços
de gemidos tenros
e sorrisos loucos...

É por tempo que corre
sem minuto passar,
que num sussurro
ardem as palavras

em beijos e quadris
ao corpo molhado
de líquido prazer,
e suado de rubro tocar...

É por desejo de estar,
que em velocidade plástica
recorre aos dedos
que na boca tomam sentido

de verbos trovados,
sobre rimas de ecos ouriçados
em dedos que apertam as costas
e arranham a madrugada.

Lúcio vérnon