quarta-feira, 24 de julho de 2013

Três Mosqueteiros



Já há um tempo,
tempo não perdido
pelo passado,
que insiste em desgastar.

Ainda estão lá as ruas,
o banco, e as horas
infindas de conversas
sobre um futuro que veio.

E quantos anos teremos
daqui a dez anos?
Ainda estão lá os três
que como um, são inseparáveis.

Já há um tempo
que as ruas pratas
não recebem do ouro
da presença de ambos.

Mas ainda estão lá,
caminham reluzentes,
"tempos de meninos
que ficaram para trás".

Tempos de meninos,
que não passam,
pois nem só de homem
vivem os imortais.

Lúcio Vérnon