Música
Um assobio e as palavras surgem no ar,
numa canção infinita que paira no nada.
E as notas surgem em adagas perfurantes.
E a voz se corta no além silêncio profundo.
Um assobio e um coração enegrece à própria sombra.
Um tão cintilante gemido esvai ao pôr das letras.
E as notas esquecem a harmônia perfeitamente...
E a tal voz falha e desafina no falar implicante.
Não há nada que mostre tais palavras no ar,
são só palavras ouvidas nas canções infinitas,
as notas aparentam brigas e desentendimentos musicais,
e a voz a fraqueza de tentar conquistar o que se deseja.
Um assobio e tudo fora de questão surgem no ar,
numa musicalidade estridente de certo e errado!
E as notas já esquecem o tom e esquecem a ordem,
mas que ordem tem a voz que apenas grita sem parar?
sexta-feira, 28 de março de 2008
Notas.
Música
Um assobio e as palavras surgem no ar,
numa canção infinita que paira no nada.
E as notas surgem em adagas perfurantes.
E a voz se corta no além silêncio profundo.
Um assobio e um coração enegrece à própria sombra.
Um tão cintilante gemido esvai ao pôr das letras.
E as notas esquecem a harmônia perfeitamente...
E a tal voz falha e desafina no falar implicante.
Não há nada que mostre tais palavras no ar,
são só palavras ouvidas nas canções infinitas,
as notas aparentam brigas e desentendimentos musicais,
e a voz a fraqueza de tentar conquistar o que se deseja.
Um assobio e tudo fora de questão surgem no ar,
numa musicalidade estridente de certo e errado!
E as notas já esquecem o tom e esquecem a ordem,
mas que ordem tem a voz que apenas grita sem parar?
Ciranda
Ciranda
Às vezes fico pensando em baladas perdidas,
são cirandas que rodam o contorno do círculo.
ÀS vezes fico pensando em danças esquecidas
de brincadeiras de rodas no contorno do corpo.
Em horas que a chuva cai escorrendo em meu corpo
vem imagens de pessoas em rodas nos campos,
e em horas que as gotas esfriam-me a respiração
são trazidas na memória as loucuras um dia feitas.
Às vezes fico pensando nas festas antigas...
Às vezes fico pensando na mão dos amigos.
São cirandas que rodam o contorno da mente,
são brincadeiras que brincam de sentir em vão.
Há momentos que a chuva me faz acreditar em tudo.
Há momentos em que nada me faz esquecer o que virá.
E são só cirandas que ecoam em coro a nova vida!
Como são só cirandas esquecidas das crianças amantes.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Para ti.
Sinceridade
Por ti.
Palavras e sentimentos soltos ao vento. Uma morte interna, uma reviravolta indesejada. Um eu que não existe mais. Experimento uma avalanche de descobertas. É possível encontrar sua felicidade em outra pessoa? Será que foi isso que andei procurando? Por isso dá errado? E felicidade afinal, o que diabos seria? Alguém a conhece? Perguntas também em vão, desconexas entre si. Onde me encontro agora, nesse inferno que aceitei... Quero me sentir segura, não quero me prender. Não quero aceitar o que sinto, mesmo não conseguindo impedir. Quero fugir, mas não quero me perder. Algum dia sonho conseguir me guiar sozinha, porém não solitária...
DOR
*Em memória de Cristiano, irmão amado. Minha vida não importou para mais ninguém desde aquele dia. Sua morte foi a minha maldição.
terça-feira, 18 de março de 2008
Sexo

E quem está preparado para o amor?
Os moinhos ainda giram ao contrário...
O vento faz a curva nos contornos corpóreos;
E a relva não se movimenta quanto á brisa...
E quem está preparado para assumir a força?
A armadura já nem mais tem seu peso real,
O brilho da espada ilumina a moradia amante;
Mas quem está pronto para assumir o desejo?
E quem está pronto para assumir tal desejo?
Os moinhos continuam lá e giram e giram...
Tudo em nome de algo e algo em nome de um;
E quem tem coragem de assumir tal sentimento?
As palavras são escritas no vento curvo do corpo.
E tais palavras são sussurradas nas casas e escadas.
E quem tem coragem de assumir o arrepio antes gozo?
Quem tem coragem de assumir o verdadeiro prazer?
O estalar da cama talvez anuncia alguém...
E os gemidos noturnos dão asas ao prazeroso gozo;
Mas quem está pronto para tal sentimento?
Quem está preparado para assumir tal desejo?
quinta-feira, 13 de março de 2008
Descrevendo um poeta
O Brusco Poeta.
O poeta não nasceu para ser preso
E voa livre nos céus vermelhos sangrados,
E sente livre o doce encanto de se encantar,
E deixa se encantar pelos homens e mulheres.
O poeta se ausenta em busca de novas poesias;
E as pessoas são apenas brasas de cigarro acesas...
Que são tragadas a cada momento amante,
Enquanto são esquecidos num prazeroso amor febril.
O poeta ama em segredo um, e sempre sai ileso...
As pessoas amam, mas de qualquer forma nunca esquecem.
E o poeta é tal herói e tal algoz, e generoso com teus escritos;
Não prende e não se prende a ninguém, e se doa a todos e todas.
O poeta não tem um coração humano e mortal!
És sempre imortalizado na escrita e na memória do amante.
Ai de quem passa pelos caminhos desse sedutor supremo!
É seduzido e tragado, e prazeroso e esquecido mais e mais...
Lúcio Vérnon ®