quinta-feira, 13 de março de 2008

Descrevendo um poeta

O Brusco Poeta.

O poeta não sabe discernir as pessoas O poeta ama indiscriminavelmente... E tão descaradamente várias pessoas; Como são várias as formas de se amar...

O poeta não nasceu para ser preso E voa livre nos céus vermelhos sangrados, E sente livre o doce encanto de se encantar, E deixa se encantar pelos homens e mulheres.

O poeta se ausenta em busca de novas poesias; E as pessoas são apenas brasas de cigarro acesas... Que são tragadas a cada momento amante, Enquanto são esquecidos num prazeroso amor febril.

O poeta ama em segredo um, e sempre sai ileso... As pessoas amam, mas de qualquer forma nunca esquecem. E o poeta é tal herói e tal algoz, e generoso com teus escritos; Não prende e não se prende a ninguém, e se doa a todos e todas.

O poeta não tem um coração humano e mortal! És sempre imortalizado na escrita e na memória do amante. Ai de quem passa pelos caminhos desse sedutor supremo! É seduzido e tragado, e prazeroso e esquecido mais e mais...

Lúcio Vérnon ®