sexta-feira, 28 de março de 2008

Ciranda

Ciranda Às vezes fico pensando em baladas perdidas, são cirandas que rodam o contorno do círculo. ÀS vezes fico pensando em danças esquecidas de brincadeiras de rodas no contorno do corpo. Em horas que a chuva cai escorrendo em meu corpo vem imagens de pessoas em rodas nos campos, e em horas que as gotas esfriam-me a respiração são trazidas na memória as loucuras um dia feitas. Às vezes fico pensando nas festas antigas... Às vezes fico pensando na mão dos amigos. São cirandas que rodam o contorno da mente, são brincadeiras que brincam de sentir em vão. Há momentos que a chuva me faz acreditar em tudo. Há momentos em que nada me faz esquecer o que virá. E são só cirandas que ecoam em coro a nova vida! Como são só cirandas esquecidas das crianças amantes.
Lúcio Vérnon.®