quarta-feira, 16 de maio de 2012

Um Vadio




Era desejo no olhar do vadio,
um filme de histórias em pausas.
Vacilava nos gestos, palavras,
perdia-se em tácito assédio.

Outra vez era precipitação,
enquanto esquecia do próprio ser.
Teu corpo hesitava em receio;
e em observação, a morena, sorria.

Era desejo no olhar do vadio.
parecia esperar o momento,
"Queria sentir o brilho dos lábios
rosados e de tua pele, moreninha..."

Outra vez era como escrever versos
já entregues em papéis brancos.
O simples tocar em abraço, moreninha,
era como reviver momentos não passados.

Lúcio Vérnon