sábado, 16 de fevereiro de 2008

Soldado

SOLDADO Na parede encostado, cigarro no bolso, Música nos ouvidos, vento no rosto... Ninguém ao redor, pessoas que passam, Pessoas mudas, gritando o que fazer... Chove lá fora, a água fria na jaqueta, Corpo que molha indo em nenhum lugar, O olhar para o vazio de todos que não entendem. E amar é doce; odiar tão prazeroso quanto amar. O passado não importa, o presente não existe. O tempo somente passa quando se deixa passar, É doce viver... Criança venha ver, (esqueça tudo.) Amar é doce... Criança venha ver (esqueça a luta.) Na parede encostado, cigarro aceso... Lembranças na cabeça, fumaça no ar. Todos ao redor, sozinho enquanto ali. Sozinho onde quer que vá, calado e tão falante. Sorriso diferente, voz que não sai, olhar que não vê, Corpo molhado, suor da labuta, cansaço de lutar, Música que não canta, toques que não tocam... - Esqueça o lugar, e venha caminhar, a estrada é longa. O passado não importa, o futuro é presente, O tempo é a luz que não ilumina nenhum lugar. É doce viver... Criança, venha ver (esqueça tudo.) Amar é doce... Criança venha ver (esqueça a luta.) Lúcio Vernon® 15.02.2008 – Goiânia®