terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

OLHOS

OLHOS CASTANHOS
Olhos castanhos, longe olhando;
Um corpo solento sentado;
Uma sala, uma mesa e nada.
Porta fechada; e a janela fechada.
Olhos castanhos, olhos fechados e longes;
Imaginação, sublimação do momento; E um beijo longe de datas ocorridas;
E um suspiro tão profundo quanto abismo.
Olhos castanhos, castanhos favos exprecivos;
Voz firme, correta e certa, e confusa...
Coração que palpita ao sentir as palavras...
Mão que vacila o toque naciturno do amante.
Olhos castanhos, luz tênue ocular quietos.
Mãos finas, corpo grande, lábios doces;
Momentos gentís, felizes, tristes pequenos.
Outros olhos castanhos em eterna espera.
Dois olhos castanhos, trêmulos e trépidos,
E falantes, e ouvintes, e esquecidos no tempo.
Dois olhos castanhos de apenas uma história,
Encontrados e perdidos nos tempos rompidos.
Olhos castanhos; solitários, calados sozinhos.
Mãos que tremem à caneta, letras simples;
Coração que palpita a canção amante cantada,
Voz que falha tremida de um acrescimo visual.
Lúcio Vérnon®